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Culinária - MinhaAngola

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 Angola na Culinária

Mukeka

 

Guisado de peixe com fatias de pão torrado. Depois do peixe pronto lança-se sobre o pão.

Muteta 
Almôndegas de pevides de abóbora.
Descascadas as pevides, pisadas num pilão e reduzida a massa a pequenas bolas, cozem-se as mesmas em qualquer guisado, sobretudo de galinha ou de porco.

Mututo
Guisado de folhas tenras dessa planta, ordinariamente temperado com muamba de dendê ou de jinguba. Cozido dessa folhagem, apenas adubado de sal.
Em guisado, antes de se deitar a verdura, refoga-se, primeiro, a água oleosa preparada, com tomate, cebola, alho e louro, ou os respectivos substitutos dos três últimos ingredientes. Come-se com fúnji. Mas em cozido como acompanhamento de outra iguaria – peixe ou carne- em cujo prato se junta na ocasião. Aí mistura-se para se embeber da gordura.
Esta iguaria pertence às populações do interior de Luanda.

Pirão
Cozido de peixe, temperado com azeite de palma ou azeite-doce, acompanhado de farinha de mandioca, escaldada com o próprio caldo.
Fervida uma certa porção de água, com tomate ou cebola, lança-se dentro peixe fresco e seco e bocados de mandioca, juntamente com o azeite. Depois de tudo cozido, tira-se, com uma colher, a gordura e um pouco de caldo, que se deita sobre a farinha contida noutra vasilha, e a qual se mistura convenientemente. De ordinário, condimenta-se o caldo com jindungo e limão.
Verdadeiramente, pirão é a farinha assim preparada. O caldo chama-se “ muzongue”.
Esta iguaria pertence exclusivamente à área de Luanda.

Quibeba
Guisado de choco, ou de peixe, ou de feijão, ou de carne seca, com farta porção de mandioca, ou de batata-doce, ou de dinhungo (abóbora-carneira), temperado com azeite de palma.
Cozido o choco, ou peixe, ou feijão, ou a carne, com cebola e tomate, deita-se mais um pouco de água, juntando-se então o azeite e outro componente, cortado aos bocados. Com feijão não se mistura cebola e tomate.
A quibeba de dinhungo é a usual das populações sertanejas de Luanda, bem como o acompanhamento da batata-doce.

Sumatena ou Súmate
Peixe seco ou carne seca, assados nas brasas, ou mesmo peixe frito, com molho de água morna ajindungada.
Para mesa mais elevada, o molho é preparado com cebola picada, azeite doce e vinagre, tudo aquecido junto. Para peixe frito, também pode levar tomate. Tanto o peixe frito como a carne são cortados aos pedaços.
Come-se com fúnji.

MUAMBA DE GALINHA

INGREDIENTES:
1 GALINHA CASEIRA
600 gr DE DENDÉNS
300 gr DE QUIABOS TENROS
1 dl. DE AZEITE
SAL
GINDUNGO
2 DENTES DE ALHO
2 CEBOLAS MÉDIAS
350 gr ABÓBORA

PREPARAÇÃO:
  Depois da galinha arranjada e lavada, corta-se aos pedaços e tempera-se com o sal, os dentes de alho e o gindungo pisado.
Põe-se a galinha num tacho com a cebola picada e o azeite e leva-se ao lume a alourar.
Entretanto coze-se os dedéns, assim que estivem cozidos, escorre-se a água e pisam-se para separar os caroços. Adiciona-se cerca de 1 litro de água morna e aos poucos espreme-se bem e côa-se. Junte esta massa à galinha e deixe cozer, misturando a abóbora cortada aos cubos
Por fim junte os quiabos e deixa-se acabar de cozer. Sirva a muamba acompanhada com o funge.

Muamba de galinha com tomate

Ingredientes:
1 Galinha,
2 Tomates grandinhos,
1 Cebola grande,
2 Copos bem cheios de muamba de dendem,
4 dentes de alho, 1/2 Kg de Quiabos.

PREPARAÇÃO:
Tempera-se a galinha com alho, sal, pimenta preta e limão ou vinagre. Junta-se-lhe o tomate, cebola, cortados aos bocadinhos. Junta-se-lhe a muamba de dendem, vai ao lume. Quando a galinha estiver quase cozida,
junta-se-lhe os quiabos, quando os quiabos estiverem cozidos, a muamba esta pronta a ser servida. Serve-se com feijão de óleo de palma, funje ou arroz.

Feijão de óleo de palma

Ingredientes:
1 Kg de Feijão,
1 copo de óleo de palma,
sal ao gosto.

PREPARAÇÃO:
Coze-se o feijão, depois de cozido põe-se óleo de palma e o Sal ao paladar.
Deixa-se ao lume brando até o óleo cozer, retira-se do fogo pronto a ser servido.

Calulu de peixe

Ingredientes:
1 Kg Peixe seco,
1 Kg Peixe fresco,
1 Cebola grande,
3 Tomates grandinhos,
½ Kg Quiabos,1 Kg de folha de batata doce ou espinafre,
3 Dentes de alho,
2 Copos de óleo de palma, 2
Gorgetes.

PREPARAÇÃO:
Deixa-se o peixe seco de molho mas sem deixar sair o sal todo, bem lavado. Tempera-se o peixe fresco com alho, sal e vinagre ou limão de preferência. Numa panela, vai-se intercalando, um pouco de paixe seco, um pouco de peixefresco, cebola cortada aos bocados, tomate,quiabos e do espinafre ou folha de batata doce e gorgete até acabar. Junta-se o óleo de palma e leva-se ao fogo a cozer em lume médio até estar tudo bem cozido, serve-se com funge e feijão de óleo de palma, receita para oito pessoas.

Calulu de carne seca

Ingredientes:
1 Kg de carne seca,
1 Cebola grande,
3 Tomates grandinhos,
2 Dentes de alho,
1/2 Kg de Quiabos,
2 Gorjetes.

PREPARAÇÃO:
Demolha-se a carne seca salgada, põe-se a cozer com alho quando estiver quase cozida, junta-se o tomate, a cebola, os gorjetes, as folhas de batata doce, os quiabos e o óleo de palma, quando estiver cozido, serve-se com funje e feijão de óleo de palma.

Funje de milho

Põe-se água a ferver e em estado de ebulição, mistura-se um pouco de farinha de milho a parte, junta-se-lhe na água a ferver mistura-se muito bem até ficar uma massa espessa se faltar farinha, vai-se juntando , deixa-se cozer, serve-se com qualquer molho de carne ou peixe.

Mufete de cacusso

Ingredientes:
O cacusso:
Sal ao gosto
Molho:
Cebola,
gindungo,
azeite doce,
limão,
vinagre,
sal ao gosto.

PREPARAÇÃO:
Tempera-se o Cacusso so com sal e óleo, depois de bem lavado, leva-se a grelhar no forno ou fogareiro a carvão.
Molho -

PREPARAÇÃO:
Pica-se cebola muito fina espreme-se-lhe um pouco de limão ao gosto, junta-se-lhe um pouco de água, sal jindungo (piri-piri) e azeite.

Farofa
Mistura-se a farinha com azeite doce, um pouco de água e sal.Depois do cacusso grelhado e servido com o molho, a farofa, a mandioca cozida e feijão de óleo de palma.
 
Óscar Ribas, Etnógrafo e Folclorista Alimentação Regional Angolana, 2ª Edição, Centro de Informação e Turismo de Angola (Fundo de Turismo e Publicidade), 1968

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Culinária Regional Angolana

ABÓBORA- Cozida ou assada, come-se como merenda, ou simples, ou com jinguba torrada. Coze-se com a casca e pevides, apenas cortada às talhadas. Mas na assadura, em rescaldo de fogueira, é inteira – processo mais usual no mato.

ASSOLA - Cozido ou guisado de feijão com milho.
Em cozido, só se junta sal. E em guisado, muamba de dendê, muamba de gergelim ou banha.
Esta iguaria pertence às populações do Sul. Consoante os processos, corresponde, até certo ponto, à mucunza e à canjica, respeitantes à zona do quimbundo.

BACALHAU INJURIADO – Guisado de bacalhau, mas temperado com azeite de palma – causa de “injúria” ao produto exótico.
O bacalhau, depois de limpo e cortado às lasquinhas, é posto a cozer, num tacho, com quiabos, dinhungo, cebola, tomate, tudo em pequenos pedaços, juntando-lhe, na ocasião, um pouco de água e o competente azeite de palma.
Come-se com fúnji. Em regra, excita-se com jindungo.

 BANANA SECA – Banana passada ao sol, de preferência a grande, a denominada “banana-pão”.
Antes da exposição solar, durante uns oito ou dez dias, o fruto, devidamente amadurecido, é cozido com próprio casca, que depois se extrai para a secagem. Embora menos comummente, também se passa sem a cozedura, apenas se dando uns ligeiros golpes.
Come-se como merenda, ou simples, ou com jinguba torrada.

BATATA-DOCE- Cozida ou assada, pode acompanhar peixe frito ou assado. Comida com jinguba torrada ou com quitaba, constitui petisqueira de merenda; e frita às rodelas, polvilhada de açúcar e canela, sobremesa de esfera mais elevada.

BINGUNDO – Hidromel composto.
Numa vasilha com água morna, ou antes, a uma temperatura suportável pelo tacto, espreme-se um ou mais favos, até ao líquido amarelecer convenientemente. Coada a mistura, adiciona-se-lhe fuba de bombo correspondente à dose de três colheres de pau. Em seguida, deposita-se numa cabaça, a fim de fermentar. Conforme o uso desta, assim a fermentação se realiza com maior ou menor rapidez.
Constitui uma bebida das populações da Lunda.

BOMBÓ ou BOMBÔ – Mandioca fermentada.
Descascado ou não, o tubérculo fica em maceração durante uns quatro dias, sendo seco ao sol ou não.
Come-se assado, acompanhando qualquer alimento, sobretudo peixe frito ou assado. Com jinguba torrada ou mel, constitui pestisqueira de merenda.

 CALULU – Guisado de peixe fresco e seco, com quiabos, abóbora-carneira (atira), beringelas, tomate, cebola, rama de batata-doce, ou, também, de mandioqueira, quiabeiro, jimboa, temperado com azeite de óleo de palma e acompanhado de fúnji.
Esta designação, usual entre populações do Sul, corresponde pela identidade à zona da iguaria, à do fúnji de peixe de azeite de palma, respeitante à zona do quimbundo, sobretudo Luanda.

CANJICA – Guisado de feijão com milho esfarelado.
Em porções – dependentes do gosto – ou em quantidades iguais, ou em variação maior ou menor de qualquer dos géneros – coze-se, juntamente o feijão e o milho. Quando ambos os produtos estiverem cozidos, adiciona-se azeite de palma e sal.

 CAXIPEMBE – Designação que, no Sul da Província, especialmente no Bié, se dá à aguardente, em regra de batata-doce.
Cozidos com casca os tubérculos, esmagam-se em pilão e deita-se a massa num recipiente com água, contendo esta suco de raiz de búndi. Depois de tudo misturado, deixa-se fermentar durante uns quinze dias, findos os quais, se deposita o líquido num tambor, com função de alambique, seguidamente posto ao lume.
O funcionamento é simples: o tambor, vedado com uma tampa, comunica com o cano, por onde sai o vapor; por baixo, com um funil de folha de bananeira, coloca-se uma garrafa.

DENDÉM OU DENDÊ – Cozido ou assado, come-se como petisqueira. A sua amêndoa, popularmente designada por coconote, também é saboreada.
Para a preparação do seu doce, o fruto, cortadas as pontas e golpeado longitudinalmente em três ou quatro lugares, é colocado numa panelinha, juntamente com açúcar e erva-doce.

DIDOCA – Mandioca seca.
Depois de descascada e cortada, é posta a secar ao sol, durante uns três ou quatro dias.
Come-se cozida ou assada. Mas é mais utilizada no fabrico de farinha para fúnji, chamada “bombo”, ou mais especificamente, de “cabâri”.

DIQUENDE OU QUENDE – Espécie de boroa.
Em pilão, tritura-se o milho, até ficar numa farinha grossa. Peneirada a moedura, junta-se jindungo e sal, ou somente açúcar, pilando-se novamente. Outra vez retirada a farinha, deita-se água, a fim de a amassar.
Com a massa fazem-se uns queijos, que se envolvem em folhas de bananeira, sobrepostas por outras de palmeira ou milho, ligando-se o invólucro com uma fibra. Finalmente, põe-se a cozer ou a assar.
Na cozedura, efectuada em grande vasilha, são os queijos lançados em água quente. E na assadura, em rescaldo de fogueira de capim. Para tal, espalha-se primeiro os ditos queijos lançados em água quente. E na assadura, em rescaldo de fogueira de capim. Para tal, espalha-se primeiro o borralho, estendem-se as folhas de bananeira, e sobre elas, colocam-se os ditos queijos, os quais se recobrem de outras folhas idênticas. Formado assim o forno, derrama-se nova camada de cinzas quentes ou acende-se até outra fogueira. Tanto na cozedura como na assadura, é por um cheiro característico que se sabe que as boroas estão prontas.
Acompanha qualquer iguaria. Era o pão das populações dos musseques e interior da Luanda.

EFUANGA – Esparregado de folhas de mandioqueira.
Para o efeito, colhem-se os grelos, as extremidades e as folhas mais tenras. Depois de cozidas e esmagadas em pilão, é a massa adubada com gordura – azeite de palma, azeite de gergelim, banha – tomate, cebola, sal e jindungo moído.
Contudo, em redução de disponibilidades, só se aplica o sal e o jindungo. Come-se com fúnji de milho.
Esta designação, usual entre as populações do Sul, corresponde, pela semelhança da iguaria, à da quizaca, respeitante à zona do quimbundo.

FAROFA – Farinha de mandioca adubada com água contendo sal, azeite- doce, vinagre e cebola picada. A água, evidentemente, é em maior porção que os outros dois líquidos.
Nas camadas baixas, só se utiliza água, ou também, azeite de palma, mas não vinagre. Acompanha peixe frito ou assado.

FEIJÃO DE AZEITE DE PALMA – Guisado de feijão, temperado com esse azeite.
Cozido o feijão em panela de barro, isto para melhorar o paladar, esmaga-se ligeiramente o mesmo com uma colher de pau e adiciona-se o azeite, juntamente com uma pitada de sal.
Come-se com fúnji ou com farinha de mandioca. Com farinha, também se usa peixe frito ou assado. Em qualquer dos casos, segue-se uma sobremesa de banana, que também pode acompanhar o próprio feijão.

FÚNJI – Massa cozida de farinha, denominada “fuba”, geralmente de milho, massambala, mandioca ou batata-doce.
Fervida a água, deita-se a farinha e remexe-se constantemente com um pau roliço - guíco – a fim de se desfazerem os grumos resultantes. Não leva sal. Também se pode lotar as farinhas – a de milho, chamada de “quindele” e a de mandioca, chamada de “bombó”
No Sul (…) , antes de se juntar a fuba, prepara-se, à parte uma papa com água fria. Feito isto, verte-se essa mesma papa para a panela, e depois, de se misturar devidamente, adiciona-se então a restante farinha.
O fúnji acompanha várias iguarias. Pelo seu poder de saciedade entra diariamente nas refeições. Representa o pão dos pobres.
No Sul, consome-se a farinha de milho, e no interior de Luanda, a de bombo. Na diferenciação das suas propriedades, talvez resida a robustez daquelas populações e a menor corpulência das outras.
Em Luanda e no seu interior, existe a prática de, com o próprio guíco, se traçar uma cruz de farinha vertida, procedendo-se logo ao seu revolvimento.
FÚNJI DE CARNE – Guisado de carne, com quiabos, dinhungo, tomate, cebola, temperado com banha e acompanhado de fúnji.

FÚNJI DE PEIXE – Guisado de peixe fresco e seco, com quiabos, dinhungo, tomate, cebola, jimboa ou rama de mandioqueira, de batata-doce, de quiabeiro, temperado com azeite de palma e acompanhado de fúnji.
 
GONGOENHA – Sopa fria de farinha de mandioca e açúcar ou mel.
Bastante solta, é usada em Luanda como refrigerante.

IFATA – Guisado de folhas e vagens de feijão, mas tenros quaisquer dos elementos, ordinariamente, temperado com muamba de dendê ou de jinbuga. Cozido dessa mistura, apenas temperado de sal.
Em guisado, antes de se deitar a verdura, ferve-se, primeiro, a água oleosa preparada com tomate, cebola, alho e louro. Come-se com fúnji. Mas em cozido, como acompanhamento de outra iguaria – peixe ou carne – em cujo prato se junta na ocasião. Aí, mistura-se, para se embeber da gordura.

JIHASSA - Guisado de folhas e vagens de macunde, mas tenros quaisquer dos elementos, ordinariamente temperado com muamba de dendê ou de jinguba. Cozido desta mistura, apenas adubado de sal.
Em guisado, antes de se deitar a verdura, ferve-se primeiro, a água oleosa preparada com tomate, cebola, alho e louro, ou os respectivos substitutos dos três últimos ingredientes. Come-se com fúnji. Mas em cozido, como acompanhamento de outra iguaria – peixe ou carne- em cujo prato se junta na ocasião. Aí, mistura-se, para se embeber de gordura.
Esta iguaria pertence às populações do interior de Luanda.

LOMBI – Esparregado de folhas de abóbora ou de feijão.
Para o efeito, colhem-se as folhas mais tenras. Depois de cozidas e esmagadas em pilão, é a massa adubada com gordura – azeite de palma, azeite de gergelim, banha – cebola, sal e jindungo moído. Contudo, em redução de disponibilidades, só se aplica o sal e o jindungo.
A fim de apurar, cozinha-se, juntamente com a folhagem, uma aboborazinha nova e um pouco de fuba. Come-se com fúnji de milho.
Esta iguaria pertence às populações do Sul.

MABANGA – Marisco com este nome, assado na própria casca.
Come-se simples, ou ajindungada. Também se prepara em guisado.
Eis a fórmula: numa panela, juntamente com o molusco, deitam-se quiabos, dinhungo, tomate, cebola, tudo em pedaços, água, azeite de palma, sal e jindungo. Assim, acompanha-se de fúnji. Por isso se chama: “fúnji de mabanga”.

Óscar Ribas, Etnógrafo e Folclorista Alimentação Regional Angolana, 2ª Edição, Centro de Informação e Turismo de Angola (Fundo de Turismo e Publicidade), 1968

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